Como usar

Os índices temáticos
Um aspecto muito importante, sobretudo para os estudantes menos habituados a consultar dicionários, e que aqui se procura levar em consideração, é o seguinte: dado que os conceitos filosóficos se relacionam entre si de diversas e inesperadas maneiras, por vezes o estudante tem apenas uma noção vaga do que procura, correndo o risco de não encontrar o esclarecimento e a informação de que realmente precisa. Para evitar esse tipo de decepção, inclui-se índices que agrupam os artigos segundo as unidades do programa português de filosofia do secundário (10.º e 11.º ano). Assim, os estudantes menos experientes podem ter uma ideia geral de todos os artigos que dizem respeito aos conteúdos filosóficos que lhes interessam directamente, permitindo-lhes adquirir alguma autonomia na consulta do dicionário.

Algumas das unidades do programa coincidem com disciplinas filosóficas tradicionais, como a ética, a estética ou a epistemologia. Mas outras disciplinas não coincidem com as unidades do programa, por isso se acrescenta outro índice com os artigos relativos às disciplinas não leccionadas, mas que são importantes para formação filosófica em geral. Alguns desses artigos correspondem aos "conceitos nucleares transversais" e aos "conceitos metodológicos" referidos no programa oficial.

Finalmente, inclui-se um índice de expressões estrangeiras utilizadas por muitos filósofos.

Um aspecto a ter também em conta é que em nenhum destes índices se encontram todos os artigos que constituem este dicionário, por isso a consulta directa dos artigos é o mais indicado, quando se sabe exactamente o que se procura.

As remissões
Ao longo do dicionário há inúmeras referências cruzadas e remissões. Sempre que num determinado artigo surgem termos relacionados com outro artigo, de modo relevante, esse termo está destacado. No final de muitas entradas sugere-se, também em destacado, outros artigos do dicionário que podem complementar a informação aí apresentada e que não foram directamente referidas no texto.
As referências bibliográficas
Alguns artigos terminam com indicações bibliográficas de carácter introdutório e em língua portuguesa, dando assim indicações úteis a quem quiser aprofundar os seus conhecimentos. Noutros, é no próprio corpo do artigo que se referem algumas obras importantes, em itálico, seguindo-se, entre parêntesis, a data da publicação do original e, caso exista tradução em língua portuguesa, a data de publicação da tradução e a editora.
As referências a autores
Há muitos autores referidos ao longo dos artigos, mas que não têm um artigo próprio. Nesse caso, os seus nomes são seguidos, entre parêntesis, da data de nascimento (e morte, se for o caso). Os autores que têm artigos próprios surgem destacados, remetendo desse modo para a entrada respectiva.
A utilização de aspas e itálicos
Muitas vezes as palavras e expressões são elas mesmas referidas e não simplesmente usadas. Sempre que as palavras são referidas ou nomeadas, surgem entre aspas. Por exemplo, a palavra "palavra" tem sete letras. Na frase anterior, aparece duas vezes seguidas a mesma palavra. Na primeira vez, essa palavra é simplesmente usada; na segunda não é usada, mas nomeada, visto que é dela mesma que estamos a falar. Para eliminar a ambiguidade entre o uso e a menção de uma palavra é que se tornou habitual usar aspas no segundo caso.

Os termos latinos ou em línguas estrangeiras surgem sempre em itálico. O mesmo acontece com os títulos de obras.

Símbolos lógicos
Alguns artigos usam símbolos lógicos, pois são uma importante ferramenta que os estudantes precisam de dominar. Inclui-se um quadro em que se esclarece o significado de todos os símbolos lógicos utilizados, apresentando também as suas variantes mais comuns.
Cronologia
Por último, inclui-se uma cronologia que procura dar ao leitor uma ideia geral da filosofia ao longo da história.