A metafísica é uma das disciplinas centrais e mais gerais da filosofia; muitas outras disciplinas abordam problemas metafísicos particulares. Por exemplo: a filosofia da acção estuda, entre outras coisas, o problema metafísico de saber o que é e como se individua uma acção (isto é, como se distinguem as acções umas das outras); a filosofia da ciência estuda, entre outras coisas, o problema ontológico de saber se as entidades inobserváveis postuladas pelas ciências (como os quarks) têm existência real e independente de nós, ou se são meras construções humanas.
Com o desenvolvimento da ciência moderna, a partir do séc. XVII, a metafísica começou a sofrer ataques por não produzir resultados à semelhança da ciência; afinal, era a ciência empírica, como a física, que produzia conhecimento seguro sobre a natureza última das coisas, e não a metafísica. Esses ataques começam com Kant. Posteriormente, algumas escolas de filosofia, como o positivismo lógico, encaravam a metafísica como coisa mítica do passado. Contudo, na filosofia contemporânea, a força dos problemas metafísicos voltou a impor-se, e o seu estudo floresceu uma vez mais. DM
Russell, Bertrand, Os Problemas da Filosofia, Caps. 9 e 10 (Coimbra: Almedina, 2001).
Nagel, Thomas, Que Quer Dizer Tudo Isto?, Caps. 9 e 10 (Lisboa: Gradiva, 1995).
Pelo contrário, se a substância entrar em ebulição àquela temperatura, a hipótese é corroborada (ver corroboração). Em filosofia da ciência é habitual contrastar o método hipotético-dedutivo com o método indutivo (ver indução e Mill), em que as leis são generalizações feitas com base na experiência de um número significativo de fenómenos particulares. Ver falsificabilidade, generalização, explicação científica, método científico e método experimental. APC