Relativamente ao problema da indução, Goodman apresenta em Facto, Ficção e Previsão (1954; trad. 1991, Presença) o famoso Novo Enigma da Indução que procura mostrar que este problema não depende unicamente da relação de confirmação mas também da adequação dos predicados usados para fazer induções.
Na metafísica, Goodman defendeu, em Modos de Fazer Mundos (1978; trad. 1995, Asa), uma versão extrema de idealismo, segundo a qual só há inúmeras versões diferentes de "mundos", não existindo um mundo independente das nossas representações.
Na filosofia da arte, defendeu, em Linguagens da Arte (1976; trad. 2003, Gradiva), uma versão sofisticada da teoria institucional da arte, o valor cognitivo da arte e o artificialismo da distinção entre artes e ciências.
Partindo do positivismo lógico, aceita algumas das ideias centrais deste movimento, como o nominalismo (a crença de que não há universais, como a brancura), rejeita outras (como a suposta superioridade da ciência na tarefa de conhecer o mundo) e abraça algumas das consequências mais polémicas desse movimento (o extremo anti-realismo, que declara ser tudo uma construção linguística). DM