Razão suficiente

Artigo novo: razão suficiente, princípio da.

Participação dos leitores

Foram acrescentados quatro novos artigos: Chomsky, cidadania, equidade e Husserl.

Além disso, a partir de agora esta versão em linha do Dicionário Escolar de Filosofia está aberta à participação dos leitores. Assim, qualquer leitor que queira escrever um artigo para publicação poderá enviá-lo para Aires Almeida e, uma vez aceite, será publicado, com a indicação do seu autor.

Os critérios para que os artigos sejam aceites para publicação são os mesmos que presidiram à elaboração do Dicionário e que são expostos no seu prefácio, a saber:

  • Os artigos devem ser curtos e informativos, não pressupondo qualquer familiaridade do leitor com o assunto tratado;
  • Devem utilizar uma linguagem clara e acessível, mas precisa e rigorosa;
  • Devem centrar-se nas ideias principais e não divagar sobre pormenores secundários;
  • Devem ter em consideração o tipo de dúvidas e confusões que habitualmente os estudantes fazem acerca dos temas abordados, de modo a esclarecê-las e evitá-las;
  • Os artigos mais extensos (sobre os principais filósofos, disciplinas teorias filosóficas) devem apresentar resumidamente um mapa geral dos problemas, teorias e argumentos centrais das áreas ou autores em causa.

Quanto ao seu tamanho, há quatro categorias de artigos:

  1. Artigos muito curtos (cerca de 50 palavras): sobre noções de base transversais (por exemplo: abstracto, concreto, bivalência, epifenómeno, eugenia, introspecção) ou sobre filósofos menos relevantes (por exemplo: Jaspers, Horkheimer, Lessing, Meinong, Gassendi, Neurath, Nussbaum, Spengler, Unamuno).
  2. Artigos curtos (cerca de 100 palavras): noções cuja caracterização central não é objecto de disputa (democracia deliberativa, fatalismo, materialismo dialéctico, lógica modal, probabilidade, quarto chinês) e filósofos com alguma relevância (Abelardo, Feuerbach, Foucault, Montaigne, Peirce, Plotino, Voltaire).
  3. Artigos médios (cerca de 150 palavras): posições filosóficas substanciais (empirismo, racionalismo, idealismo, realismo, cepticismo, contratualismo, positivismo) ou filósofos muito influentes (Austin, Bentham, Espinosa, Chomsky, Derrida, Dewey, Escola de Frankfurt, Rorty, Searle, Schopenhauer).
  4. Artigos longos (de 200 a 300 palavras): disciplinas filosóficas tradicionais (metafísica, epistemologia, ética, filosofia da linguagem, filosofia da religião, filosofia da ciência, filosofia politica, estética) ou filósofos de primeiro plano (Platão, Aristóteles, Tomás e Aquino, Descartes, Locke, Hume, Kant, Hegel, Husserl, Heidegger, Russell, Frege, Wittgenstein, Quine).

Como seria de esperar, os critérios anteriores envolvem alguma vagueza, pelo que diferentes pessoas tomariam decisões diferentes.

Os artigos podem ser sobre qualquer tópico, noção ou filósofo, independentemente de já haver artigos publicados sobre eles.

Apresentação

Dicionário Escolar de Filosofia, edição de 2009 Comprar

Esta é a versão em linha e gratuita da versão de 2003 do Dicionário Escolar de Filosofia, org. por Aires Almeida (Lisboa: Plátano Editora, 2009). Trata-se de um dicionário escolar por ter sobretudo em conta os estudantes do ensino secundário português (alunos entre 15 e 16 anos). Não apenas pela linguagem acessível e directa, mas também pela selecção de conteúdos, este dicionário serve os adolescentes que estudam filosofia pela primeira vez.

Com mais de 700 entradas (na versão de 2009), este dicionário inclui inovadores índices temáticos que ajudam os estudantes a encontrar a informação de que precisam. Inclui também um apêndice de símbolos lógicos, claramente apresentados e explicados, e uma cronologia que abrange os principais acontecimentos filosóficos e culturais de 600 a.C. até ao ano 2000.

Esperamos que este trabalho seja útil para estudantes, professores e público em geral. Todas as são bem-vindas.

Actualização

A secção Erros Comuns foi actualizada, respondendo a sugestões e críticas de alguns leitores.

Autores

O Dicionário Escolar de Filosofia foi elaborado sob a direcção de Aires Almeida, que é também responsável pelas pequenas entradas não assinadas. Esta versão em linha é da responsabilidade de Desidério Murcho, que é também co-autor. Os restantes co-autores do DEF são Álvaro Nunes, António Paulo Costa, Artur Polónio, Célia Teixeira, Faustino Vaz, Luís Rodrigues, Miguel Amen, Pedro Galvão, Pedro Santos e Vítor Guerreiro.

Edição de 2009

A edição de 2009 foi totalmente revista e muitíssimo aumentada relativamente à de 2003. Por um lado, mantém as suas características de dicionário escolar, no sentido em que se mantém a preocupação com a clareza e o uso de uma linguagem acessível, além dos índices didácticos e da cobertura exaustiva dos conceitos centrais do programa de filosofia do ensino secundário. Por outro lado, justifica-se ir mais longe, abandonando-se a ideia minimalista subjacente à edição anterior, de modo a que a presente edição satisfaça um público ainda mais alargado. Por isso se duplicou o número de entradas, se aprofundaram muitas das que já existiam e quase todas foram revistas e actualizadas, corrigindo-se alguns aspectos menos felizes. Daí que a equipa de autores tenha também crescido.

Esta versão em linha inclui todos os conteúdos da edição de 2003, assim como alguns dos novos conteúdos da edição de 2009: ateísmo, acto de fala, beleza, bem, carácter, contradição pragmática, democracia deliberativa, democracia representativa, epifenómeno, escolástica, eugenia, Foucault, Michel, Gödel, Kurt, identidade pessoal, intencionalidade, logicismo, materialismo histórico, nada, Searle, John, senciência, universalizabilidade, Xenófanes de Colofonte, Zenão de Cítio, Zenão de Eleia. Inclui-se ainda um artigo inédito sobre o consequencialismo.

Errata

Na nova edição de 2009 encontrámos estes erros:

  • Pág. 86 No passo 4 da derivação: onde se lê "R" deve-se ler "Não P"; e no passo 6 onde se lê "Eliminação da conjunção" deve-se ler "Introdução da conjunção".
  • Pág. 101 (Escola de Frankfurt): onde se lê "A psicanálise é vista também por uma contribuição" deve-se ler "A psicanálise é vista também como uma contribuição".
  • Pág. 113: onde se lê "Tomás de Aquilino" deve-se ler "Tomás de Aquino".
  • Pág. 149: onde se lê "Imanente.../...transcendente" deve-se ler "Imanente/transcendente".
  • Pág. 187: onde se lê "Kierkegard" deve-se ler "Kierkegaard".
  • Pág. 215: onde se lê "Kuln" deve-se ler "Kuhn".
  • Pág. 241: no topo da margem da direita está "L" em vez de "T".